Cavernas e espeleologia no Brasil
O Abismo é um jogo sobre descer. A inspiração vem da espeleologia, que é o estudo e a exploração de cavernas. O Brasil é um ótimo lugar para isso, com milhares de cavernas já registradas e muitas outras ainda por descobrir.
Como uma caverna nasce
A maioria das grandes cavernas se forma em rochas calcárias. A água da chuva absorve gás carbônico do ar e do solo e fica levemente ácida. Quando ela se infiltra pelas fendas do calcário, dissolve a rocha muito devagar, ao longo de centenas de milhares de anos. As fendas viram corredores, os corredores viram salões, e os rios passam a correr por dentro da terra.
Também existem cavernas em outras rochas, como arenito, quartzito e minério de ferro, formadas por processos diferentes.
Estalactite ou estalagmite?
Quando a água que pinga do teto evapora ou perde gás carbônico, deixa para trás um pouquinho de mineral. Gota a gota, isso forma os espeleotemas.
- As estalactites pendem do teto. Para lembrar, pense no “t” de teto.
- As estalagmites crescem do chão, embaixo das gotas.
- Quando as duas se encontram, formam uma coluna.
Elas crescem tão devagar que um centímetro pode levar décadas ou séculos. Por isso não se deve tocar nelas, já que a gordura da pele interrompe o crescimento.
O que existe lá dentro
As cavernas guardam fósseis de animais extintos, pinturas rupestres de povos antigos e uma fauna própria, adaptada ao escuro total. São bichos sem olhos ou sem cor, que não sobreviveriam do lado de fora, e muitas dessas espécies só existem numa única caverna.
Visitar com segurança e respeito
- Visite apenas cavernas abertas ao turismo e sempre com guia credenciado.
- Use capacete e lanterna, e leve uma lanterna reserva.
- Não toque nos espeleotemas nem nas pinturas, e não leve nada como lembrança.
- Não deixe lixo e não grite. Muitas cavernas abrigam morcegos, que são essenciais para o equilíbrio do ambiente.
- Lembre que, no Brasil, as cavernas são patrimônio protegido por lei.
E o rio subterrâneo?
Uma das camadas do Abismo é um rio correndo no escuro. Rios subterrâneos são comuns em regiões de calcário. A mesma água que esculpe a caverna continua passando por ela, às vezes por quilômetros, antes de voltar à superfície numa nascente.