Como a pontuação funciona por dentro
As regras do Abismo cabem em poucas linhas, mas por trás de cada resposta aceita existe uma série de decisões. Este guia mostra o que acontece entre o momento em que você aperta Enter e o momento em que aparece o seu mineral.
Cada pergunta tem uma lista fechada
O jogo não usa inteligência artificial para julgar respostas. Cada pergunta tem uma lista de respostas válidas, montada antes e revisada por pessoas. Algumas listas têm 40 respostas, outras passam de mil. Quando você digita alguma coisa, o jogo procura essa resposta na lista daquela pergunta. Se encontra, ela vale. Se não encontra, não vale.
A vantagem é que todo mundo é julgado pelas mesmas regras. Não existe resposta que vale para uma pessoa e não vale para outra no mesmo dia.
Antes de comparar, o texto é limpo
Ninguém deveria perder ponto por causa de acento ou de letra maiúscula. Por isso, antes de procurar a resposta na lista, o jogo deixa o seu texto num formato padrão.
- Tira os acentos e a cedilha. “Açaí” e “acai” são a mesma coisa.
- Passa tudo para minúsculas.
- Troca hífens, apóstrofos e pontuação por espaços. “Beija-flor” e “beija flor” valem igual.
- Tira o artigo do começo. “O Cairo” vale como “Cairo”.
- Junta letras repetidas demais. Três letras iguais seguidas viram duas, então “kkkkkk” e “kkk” caem no mesmo lugar. Letras duplas de verdade, como em “carro”, não mudam.
Depois disso, o jogo ainda testa a forma no singular. “Pães de queijo” é comparado também como “pão de queijo”, e “animais” também como “animal”.
Erros de digitação: quantos passam
Quando a resposta não aparece exatamente na lista, o jogo procura uma parecida. A tolerância depende do tamanho da resposta certa.
| Tamanho da resposta | Erros aceitos |
|---|---|
| Até 4 letras | Nenhum |
| De 5 a 8 letras | 1 |
| 9 letras ou mais | 2 |
Um erro pode ser uma letra trocada, uma letra a mais, uma letra a menos ou duas letras vizinhas invertidas. “Parmesao” sem acento nem conta como erro. “Parmezão” com z conta como um, e passa.
Palavras curtas não têm tolerância porque um único erro já transforma uma palavra em outra. Se a pergunta pede uma fruta e alguém digita “pena”, não faz sentido aceitar como “pera”.
Os falsos amigos
Mesmo nas palavras médias, um erro às vezes forma outra palavra que existe. “Carro” está a uma letra de “Cairo”, e “cobra” está a uma letra de “cobre”. Para evitar que alguém ganhe pontos digitando a palavra errada, cada pergunta tem uma lista de bloqueio com esses falsos amigos. Uma parte dela é feita à mão, e outra é gerada automaticamente comparando as respostas com um dicionário de português.
Quando o erro deixa a resposta igualmente perto de duas respostas diferentes, o jogo não tenta adivinhar o que você quis dizer e recusa a tentativa. Nesse caso, é só escrever com mais cuidado.
O mineral já vem definido
Quando a resposta é aceita, o mineral dela não é calculado na hora. Cada resposta da lista já tem o seu mineral, decidido antes de a pergunta entrar no jogo. Por isso, a mesma resposta vale sempre o mesmo tanto, não importa quantas pessoas a deram naquele dia. A tabela com os pontos de cada mineral está em Como jogar, e o jeito como escolhemos o mineral de cada resposta está em Como montamos e revisamos as perguntas.
O Diamante Negro escondido
Na tela final, você vê as respostas mais óbvias de cada pergunta, mas o Diamante Negro aparece só para quem o encontrou. Os outros jogadores recebem uma pista com a primeira letra e o número de letras.
O motivo é o calendário. Cada pergunta volta depois de algumas semanas, e, se o Diamante ficasse à mostra para todos, bastaria anotar a resposta para ganhar 100 pontos de graça na próxima vez. Com a pista, quem não achou ainda pode ter o seu momento de “ah, claro!” sem estragar a próxima descida.